{"id":254,"date":"2011-11-29T09:28:49","date_gmt":"2011-11-29T11:28:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrahortolandia.com.br\/noticias\/?p=254"},"modified":"2013-08-14T13:30:52","modified_gmt":"2013-08-14T15:30:52","slug":"industria-do-trem-renasce-em-hortolandia-%e2%80%8e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrahortolandia.com.br\/noticias\/industria-do-trem-renasce-em-hortolandia-%e2%80%8e\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria do trem renasce em Hortol\u00e2ndia \u200e"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 prov\u00e1vel que nada seja mais inadequado em guia de Hortol\u00e2ndia que seu nome. Nesta cidade de raros pr\u00e9dios e avenidas longas, h\u00e1 pouco espa\u00e7o para o cultivo. Mas sobra para a manufatura e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. \u00c9 l\u00e1 que ind\u00fastrias de ponta como a IBM tem um de seus maiores centros de monitoramento e suporte remoto a clientes no mundo; a Dell monta seus servidores, laptops e desktops no pa\u00eds, e a EMS fabrica e desenvolve seus medicamentos l\u00edderes em vendas, como uma vers\u00e3o gen\u00e9rica do Viagra.<\/p>\n<p>Agora, Hortol\u00e2ndia come\u00e7a a se consolidar tamb\u00e9m como epicentro da incipiente retomada de uma \u00e1rea bem mais tradicional da ind\u00fastria: a ferrovi\u00e1ria. Trata-se de um movimento recente, mas com ra\u00edzes profundas no passado.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, a cidade atraiu fabricantes de trens como a canadense Bombardier e a espanhola CAF. A Bombardier \u00e9 uma das tr\u00eas maiores do setor mundialmente, ao lado de Siemens e Alstom. E a CAF, apesar de ser um pouco menos menor, fatura cerca R$ 3,5 bilh\u00f5es (\u20ac 1,4 bilh\u00e3o). Junto com a AmstedMaxion, principal fabricantes de vag\u00f5es de carga do pa\u00eds, elas abocanharam a maior parte dos contratos de constru\u00e7\u00e3o e reforma de trens lan\u00e7ados no Brasil desde ent\u00e3o. Somados, os pedidos em produ\u00e7\u00e3o e em carteira das tr\u00eas empresas superam os R$ 5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A lista inclui trens de passageiros novos e a reforma de antigos para a CPTM e o metr\u00f4 paulistano, trens para o metr\u00f4 de Recife, vag\u00f5es para o transporte de min\u00e9rio de ferro, gr\u00e3os, a\u00e7\u00facar e cont\u00eaineres.<\/p>\n<p>De casa cheia, as empresas aceleraram contrata\u00e7\u00f5es e o n\u00famero de vagas disparou. De acordo com dados da prefeitura, h\u00e1 dois anos, a ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria local empregava cerca de 700 pessoas. Neste ano, as estimativas s\u00e3o de que termine com mais de 4 mil trabalhadores.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais funcion\u00e1rios que os cerca de 3,6 mil que a Cobrasma chegou a empregar na cidade no auge, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, quando era uma das maiores empresas do setor ferrovi\u00e1rio no Brasil. O neg\u00f3cio mingou na d\u00e9cada seguinte. Mas deixou de p\u00e9 120 mil metros de pr\u00e9dios administrativos e galp\u00f5es ind\u00fastriais com paredes manchadas pelo tempo, em um terreno de quase um milh\u00e3o de metros quadrados. Hoje, a maior parte das empresas ligadas ao ferrovi\u00e1rio em Hortol\u00e2ndia est\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Retomada<\/strong><\/p>\n<p>Uma das primeiras a chegar foi a AmstedMaxion. Por volta de 2004, com a forte expans\u00e3o de investimentos em transporte ferrovi\u00e1rio, a procura por vag\u00f5es de carga explodiu, conta Ricardo Chuahy, presidente da companhia no Brasil. A alta na demanda levou a Amsted a procurar um local onde pudesse aumentar rapidamente a produ\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o centrada em Cruzeiro (SP). \u201cNingu\u00e9m tinha capacidade para atender \u00e0s encomendas\u201d, diz.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi alugar alguns dos galp\u00f5es da antiga Cobrasma, herdados por funcion\u00e1rios que receberam a \u00e1rea como garantia do pagamento de d\u00edvidas trabalhistas. A Amsted se instalou, iniciou a produ\u00e7\u00e3o e acabou comprando todo o complexo depois, em 2007. Mas seguiu com a pr\u00e1tica de ceder espa\u00e7o a empresas que n\u00e3o fossem concorrentes.<\/p>\n<p>Em 2008, veio a CAF e, em 2009, a Bombardier. \u201cChegamos a estudar montar f\u00e1brica em Recife\u201d, diz Andr\u00e9 Guyvarch, presidente da Bombardier no Brasil. Desistiram porque sairia mais caro erguer os galp\u00f5es do zero, treinar m\u00e3o de obra e ficar distante dos fornecedores, conta.<\/p>\n<p>\u00c9 uma l\u00f3gica semelhante a que levou outras empresas a Hortol\u00e2ndia. A lista inclui, al\u00e9m das j\u00e1 citadas, gigantes como a MGE, da Progress Rail, bra\u00e7o da Caterpillar para o setor ferrovi\u00e1rio, e a Hewitt Equipamentos, que faz a estrutura de base dos vag\u00f5es ferrovi\u00e1rios, chamada truque.<\/p>\n<p>\u201cHortol\u00e2ndia \u00e9 hoje o grande polo de produ\u00e7\u00e3o dos segmentos de carga e passageiros\u201d, diz Rodrigo Vila\u00e7a, diretor-executivo da Ag\u00eancia Nacional dos Transportes Ferrovi\u00e1rios (ANTF). E \u00e9 tamb\u00e9m a cidade que re\u00fane o maior n\u00famero de empresas com tecnologia para eventualmente produzir o trem-bala brasileiro. Est\u00e3o l\u00e1 CAF e Bombardier. As outras duas s\u00e3o a Alstom, que tem f\u00e1brica em S\u00e3o Paulo, e a Siemens, em Cabre\u00fava (SP).<\/p>\n<p><em>Fonte: Portal Ig<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 prov\u00e1vel que nada seja mais inadequado em guia de Hortol\u00e2ndia que seu nome. Nesta cidade de raros pr\u00e9dios e avenidas longas, h\u00e1 pouco espa\u00e7o para o cultivo. 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